Laís

Laís

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Uma Rosa


Era apenas uma rosa. Uma rosa qualquer - uma rosa em meio a um jardim composto apenas por rosas. Eram rosas até onde a minha vista podia alcançar. Rosas vermelhas, rosas cor-de-rosa, rosas amarelas, rosas laranjas, rosas brancas, rosas azuis... Eram rosas de todas as cores, rosas para todos os gostos.

Uma coisa era inegável: Todas elas eram lindas. Lindas como apenas as rosas sabem ser. Todas elas exalavam os mais deliciosos perfumes, todas elas atraíam os olhares de qualquer um que por ali passasse. Menos o meu. Sim, elas eram belas... Sim, eram absolutamente encantadoras.

Mas eram rosas.

Todas elas eram iguais. Para cada rosa avistada, era possível encontrar mais algumas centenas com a mesma cor, a mesma fragrância apenas olhando ao redor. Por mais belas que fossem, aquelas rosas não me atraíam - eu queria uma rosa diferente.

Por dias e noites infindáveis, perambulei incansavelmente por aquele jardim, buscando aquela rosa. Mas por mais que buscasse, não a encontrava. Tudo parecia sempre igual - sempre a mesma perfeição pálida. Os espinhos arranhavam o meu corpo, os meus olhos ameaçavam se render ao cansaço, minha mente beirava a desistência.

Foi então que eu a avistei: Suas pétalas eram negras como a noite e macias como veludo. Seu cheiro era intenso, lento, forte, contagiante - diferente das fragrâncias suaves de todas as outras rosas. E pela sua superfície suave de revolta, uma única gota escorria: Uma gota vermelha. Uma gota de sangue. Era como se ela estivesse sempre chorando, eternamente ferida.

Exatamente como eu.

E foi então que eu entendi que aquela era a minha rosa. A rosa ideal para mim. A única capaz de despertar em meu peito algo mais que um leve aquecer. A única capaz de me enlouquecer, de me encantar, de me conquistar. E percebi que eu só não a tinha encontrado antes para aprender a dar-lhe o devido valor - aquele valor que não está na recompensa, mas na busca.

Aquele valor comumente chamado de amor.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010


Sou eu que vou seguir você do primeiro rabisco Até o be-a-bá.Em todos os desenhos coloridos vou estar A casa, a montanha duas nuvens no céu e um sol a sorrir no papel...Sou eu que vou ser seu colega Seus problemas ajudar a resolver E acompanhar nas provas bimestrais, você vai ver serei, de você, confidente fiel se seu pranto molhar meu papel...Sou eu que vou ser seu amigo vou lhe dar abrigo se você quiser quando surgirem seus primeiros raios de mulher a vida se abrirá num feroz carrossel e você vai rasgar meu papel...O que está escrito em mim comigo ficará guardado se lhe dá prazer a vida segue sempre em frente o que se há de fazer...Só peço, a você um favor, se puder mão me esqueça num canto qualquer...Eu não sei se você se recorda do seu primeiro caderno eu me recordo do meu com ele eu aprendi muita coisa foi nele que descobri que a experiência dos erros,Ela é tão importante quanto à experiência dos acertos..Por que vistos de um jeito certo, os erros, eles nos preparam para nossas vitórias e conquistas futuras.Por que não há aprendizado na vida que não passe pela experiência dos erros..Caderno é uma metáfora da vida, quando erros cometidos eram demais eu me recordo que nossa professora nos sugeria que a gente virasse a pagina era um jeito interessante de descobrir a graça que há nos recomeços ao virar a pagina os erros cometidos deixavam de nos incomodar e a partir deles a gente seguia um pouco mais crescido..O caderno nos ensina que erros não precisam ser fontes de castigos erros podem ser fontes de virtudes na vida é a mesma coisa o erro tem que esta a serviço do aprendizado nenhum tem que ser fonte de culpas, de vergonhas.Nenhum ser humano pode ser verdadeiramente grande sem que seja capaz de reconhecer os erros que cometeu na vida ..Uma coisa é a gente se arrepender do que fez outra coisa é a gente se sentir culpado culpas nos paralisam, arrependimentos não.Eles nos lançam pra frente, nos ajuda a corrigir os erros cometidos.Você tem errado muito? Não importa aceite esta nova pagina de vida que tem nome de hoje recorde-se das lições do seu primeiro caderno quando os erros são demais vire a pagina...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010


Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra é bobagem. Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela.... Um dia nós percebemos que as mulheres tem instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer...Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...Um dia percebemos que o comum não nos atrai...Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom...Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso...Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais...Enfim... um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem que ser dito naquele momento.Não existe hora certa para dizer o que sentimos se quem estiver te ouvindo não te compreender, não te merecer...O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.Para o homem provar que é homem,não precisa ter mil mulheres ....Basta fazer uma feliz!!!!